Pular para o conteúdo principal

15º Festival do Japão

Dois eventos anuais são sagrados para mim: o Festival do Japão e a Festa de Nossa Senhora da Achiropita (mês que vem, com certeza farei um post por aqui!). Já nem sei há quantos anos eu vou nos dois, no caso deste, eu comecei a frequentar na época que era perto do Parque do Ibirapuera! Desde essa época, a falta de estoque era um problema sério, que vem sendo consertado a cada ano, mas que ainda assombra a minha vida. Uma das regras de ouro é ir sábado (afinal é o dia que o festival tem maior tempo de duração, teoricamente há mais comida) o mais cedo possível para não cair em desgraça, mas como esse ano meus irmãos não poderiam, chegamos lá na primeira meia hora do evento.

Não comi esses, só roubei um pouquinho e estavam ótimos! Gyozas de Iwate por R$5,
Chicken katsu de Akita por R$7, caipirinha do stand da Azuma Kirin por R$5, Kare udon
de Saitama por R$14 e o Nikuman de Kanagawa

Deus ajuda quem cedo madruga mesmo! Uma tranquilidade anormal, conseguimos até uma mesa com todas as cadeiras! Só não comi mais porque não tinha mais espaço e, infelizmente, ainda não sou rica. O que eu consegui comer desta vez:

• Okonomiyaki (de Wakayama): é parecido com uma panqueca com muita coisa dentro e em cima (desculpem pela definição pobre, hehe). Muito famoso, a fila desta barraca ficou gigante no auge do almoço! Custou R$15 e não achei que estava aquela coisa toda, talvez fosse expectativa nas alturas, mas era muito bom.
Lembrete para o próximo ano: vou experimentar a de Hiroshima.


• Katsuo no tataki (de Kochi): custou R$15 e não valeu o investimento também. Eram tiras de bonito semi grelhadas, acompanhadas de muitos matinhos. Sei que era necessário um refrigeramento bom para manter o peixe fresco, mas o meu tinha até alguns pedacinhos de gelo! Sem dizer que o gosto era meio forte, com certeza seria melhor se fosse um atum, hehehehehe.
Lembrete para o próximo ano: não vou comprar!


• Espetinho de shimeji com bacon (de Gifu): o motivo que me faz voltar ao festival todos os anos! O melhor dos dois mundos juntos, sem frescuras e sem limites para ser feliz. Já passei alguns anos sem ele porque acabavam muito rápido, ainda bem que este ano os estoques estavam maiores! Em caso de emergência, havia outras duas barracas que também faziam este espetinho. Cada maravilhazinha saiu por R$6.
Lembrete para o próximo ano: vai ser a primeira coisa que vou comprar, as always.


• Sanuki udon (de Kagawa): todo ano eu compro o udon de Iwate e esse ano quis variar experimentando um outro e não me arrependi. A massa deste aqui é sensacional e o molho e os acompanhamentos também são demais. Recomendadíssimo, pena que o preço era meio salgadinho: R$17
Lembrete para o próximo ano: não sei qual udon comer, wah!


• Morango com chocolate (de Tokushima): comprei este no embalo do pessoal, já que geralmente não compro coisas típicas e/ou podem ser encontradas em outros lugares com mais facilidade, queridammm. Só que morango com chocolate é uma combinação infalível e não resisti. Bom custo benefício por R$4 e parecia que em todo lugar todos os morangos estavam bonitos.
Lembrete para o próximo ano: quem sabe experimento de outro lugar...


• Suco de maçã (de Aomori): que... wow! A princípio os R$14 por litro assustam, mas vale muito a pena pelo melhor suco de maçã que eu já tomei (ok, as referências anteriores eram sucos prontos, hehe)!
Lembrete para o próximo ano: o mupy aumentou absurdamente de R$1 para R$1,50 e os descontos para compras maiores não eram atrativos... acho que vou tornar este suco minha bebida oficial de festival! =D


Para o futuro ainda deixo as promessas de encontrar um peixe realmente interessante (o na brasa da barraca de Hokkaido, talvez?); o gyudon de wagyu de Tottori (acabou cedo e a fila estava assustadora); o Ichigo daifuku de Yamaguchi (diziam lendas que era ótimo) e o lamen de Fukushima (também esgotado no final da tarde, heh).

Na parte coberta, onde ficavam os stands, havia ainda mais comida além de outras coisas que davam brindes e não prestei atenção direito. Destaques para a caipirinha de sake que estava ótima, bem servida e baratinha por R$5; os sucos naturais que eram batidos na hora, meio litro por R$4 e mais morangos bonitos.

Uma dica final para quem é maluco como eu, leva o negócio a sério e tem preguiça de andar: faça a lição de casa! Anotei em um papel as comidas que queria comer e de quais barracas eram, levei o mapa com a localização de cada uma e ainda a relação de tudo que teria lá no caso de precisar de um plano B. Tudo isso para chegar direto no lugar e comprar, sem ter que andar tudo, cansar e ainda correr o risco de ficar sem o que queria. Ufa! xD


Ficha feliz:
  • Satisfação da gordinha: só não saiu feliz da vida porque o joelho estava estraçalhado
  • Preju: uns 45 mangos
  • Endereço: 
    • Centro de Exposições Imigrantes
    • Rodovia dos Imigrantes km 1,5
    • Se achar muito difícil, utilize os ônibus que saem da estação Jabaquara gratuitamente
  • Horário de funcionamento: 
    • 13, 14 e 15 de julho de 2012, agora só ano que vem!
    • Sexta, das 12:00 às 21:00
    • Sábado, das 10:00 às 21:00
    • Domingo, das 10:00 às 18:00
  • Site: www.festivaldojapao.com

Comentários

  1. Que coincidência...também frequento o Festival desde o início. Na verdade desde o primeiro...rs...quando ainda era dentro do Parque Ibirapuera (na Marquise e depois no Viveiro Manequinho Lopes). Depois passou para o estacionamento da Assembléia.

    O problema de acabar a comida era bem frequente mas acho que nos últimos eventos diminuiu bastante. Mas acababar no domingo é inevitável...rs...

    Eu fui nos dois dias...pena que não nos trombamos lá.

    Okonomiyaki é o primeiro prato que pego sempre devido as longas filas. O de Hiroshima eu não curto muito pois vai macarrão junto e acho que não combina muito (questão de gosto pessoal).

    Espetinho de shimeji a Denise sempre pega tb! É gordo mas é bom...rs...O udon nós pegamos em Nagasaki. A Denise que tem o paladar mais apurado para udon (não é dos meus pratos preferidos) sempre pega lá.

    O suco de maçã sempre pegamos tb. E sempre acabava no sábado mesmo...não sei o que acoteceu que ontem ainda tinha algumas garrafas...acho que foi o frio...rs...

    O lamen de Fukushima estava meia boca...o ichigo daifuku pegamos normalmente em Mie (tinha um merengue muito bom tb). Comi ainda oshiruko e o yaki nishin. O sonho do Kibo no Ie é muito bom tb.

    Comi demais e agora preciso fazer uma dieta nesta semana...rs...

    Abs,
    Carlos

    ResponderExcluir
  2. hummy! que blog gostoso! me deliciando com os seus momentos gordinhos! seguinda ja!

    http://deliciasdaisa.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Ia ser muito difícil a gente se encontrar por lá sem querer, era gente de olho puxado pra tudo quanto é lado, hauehae! Hmm vou anotar essas dicas pro próximo ano também! @__@

    ResponderExcluir
  4. Oi Isadora, valeu pela visita! o/

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Receita: Chá de Pobá

Era para ser divertido e gostoso... mas não foi bem assim. Estragamos muita coisa, arriscamos muito e no fim... eu nem gosto de pobá no chá porque aquelas bolinhas me dão nervoso, haha. Ainda acho mais fácil comprar pronto na Liberdade mesmo! 

Nível de dificuldade: médio, se a gente soubesse das instruções antes Porção: com o que sobrou do que deu certo, 4 copos grandes 
Ingredientes: 1 xícara (chá) de bolinhas de tapioca 2 xícaras (chá) de água 1/4 de xícara (chá de mel)1 xícara (chá) de açúcar mascavoLeite, creme de leite ou leite condensado à gostoChá preto forteAçúcar, mel ou frutose para adoçar
Modo de preparo simples: Cozinhe as bolinhas de pobá e reserve. Enquanto isso aqueça a água e acrescente o mel e o açúcar mascavo. Deixe a mistura esfriar e jogue as bolinhas. Monte em um copo as bolinhas coadas, o chá, o leite, o gelo e adoce à gosto. 
Modo de preparo com dificuldades da vida:  A únicas bolinhas que encontramos para vender na Liberdade eram branquinhas (na Casas Bueno, não est…

Outback

Siiim! Finalmente um post sobre o lendário Outback, diretamente da minha unidade favorita! Wow, comecei o ano escrevendo muita coisa que estava devendo para minha consciência gordinha, que alegria!
Sei que o lugar dispensa apresentações: bacanudo, atendimento eficiente, comida boa e engordativa, filas insanas e a conta um pouco salgada. Mas acho que vale muito a pena reforçar tudo isso, além de expor algumas técnicas de sobrevivência que nunca caem de moda, aiquifodis.

A primeira delas é tentar chegar lá o mais cedo possível e com metade das pessoas que se sentarão com você presentes. Se algum destes itens faltar, é sentar e esperar, e muito. Em minha última visita, fui com a minha irmã e sobrinha um pouco depois que a casa abriu para o jantar em uma terça-feira, às 17:45. Às 18:30 resolvemos olhar um pouco a nossa volta e todas as mesas estavam ocupadas, é coisa de louco.


Começamos os trabalhos pedindo os clássicos Iced tea, servidos em caneconas estilosas (cujo modelo mudou desde o…

Doces Dulce

Mais uma dica de bairro feliz na área. Este vale a pena porque, pelo menos aqui em casa, a gente tinha um problemão para encontrar docinhos de festa de qualidade e em quantidades menores que 100. Geralmente os lugares ou pessoas só fazem muitos para festas e buffets e às vezes, justamente por causa da quantidade, não são tão gostosos. Para piorar, minha família não é muito grande e a gente também tem vontade de comer essas coisinhas sem ter um motivo de comemoração específico.


Em uma ruazinha meio escondida, apagada por causa de um supermercado que fica em frente, encontra-se um mini paraíso do doces felizes, o Doces Dulce. Olhando para a fachada ninguém dá nada, mas logo na entrada você é recepcionado por várias bandejas de doces gritando "Eu! Me leva! Uhul!".


O preço delas varia pouco (de 9 a 10 mangos de puro deleite) e tem brigadeiro, beijinho, cajuzinho, camafeu, quindim, olho de sogra, queijadinha, trufas, bombons e outros que eu nem sei o nome. Algumas são mistas e, c…